sábado, 19 de maio de 2012

Gilles de Rais

Perguntei a ela quem era Gilles de Rais, e ela me disse:
- É uma boa história para se contar. Gilles de Rais foi um militar francês que lutou na Guerra dos Cem Anos contra os ingleses, era um nobre e considerado um herói de guerra, duro, orgulhoso e muito corajoso. De Rais ficou mexido quando conheceu uma mulher que acabaria ficando muito mais célebre que ele, Jeanne D’Arc.
- Bem, essa eu sei quem é, todos sabem.
- Sim, sabe. Gilles se apaixonou por Jeanne e lutou ao lado dela por um tempo, ele entrou em completo desespero quando ela morreu, queimada pela Igreja Católica dos ingleses, seus inimigos. A morte dela foi a morte do amor e de toda a humanidade para o marechal, encerrou sua carreira militar e se tornou cada dia mais sombrio. O caminho que seguiu foi o mais obscuro que poderia, buscou uma forma distorcida e doentia de alquimia e magia, louco, acreditou os que poderia invocar um demônio e usá-lo para realizar todos os seus desejos. A dor da perda tornou seus desejos terríveis e monstruosos, era um pedófilo, um depravado necrófilo e sodomita, começou a sequestrar crianças, abusá-las , torturá-las, e mata-las... não quero dizer o que ele fazia com os cadáveres, imagine a pior possibilidade e terá imaginado o que ele fazia, e não estou falando de mera necrofilia comum, essa não é a pioro possibilidade. Ele oferecia as vidas e os pedaços das crianças ao demônio Barron, tinha tal fé nesse demônio abominável que o ajudaria a realizar todos os seus desejos e preencher o vazio que Jeanne deixou-lhe no coração, que Barron criou vida como um demônio de verdade, criado pelo pensamento perverso de um homem diabólico.  Gilles sentia prazer sexual com a dor das crianças e o cheiro deles queimando, os pendurava ainda vivos em ganchos de açougue e os provocava mutilações do pior tipo, sua vilania não poderia criar um demônio pequeno ou comum, criou um demônio cruel e poderoso, com inteligência considerável e consciência completa. Esse louco foi descoberto e queimado pela Igreja Católica da França, ironicamente Gilles teve o mesmo destino de sua amada Jeanne, mais irônico ainda é que Jeanne morreu como uma bruxa excomungada, condenada espiritualmente pela Igreja, já Gilles foi perdoado pelos seus pecados e foi absolvido por “Deus” antes da morte, assim ele foi queimado, mas supostamente sua alma iria para o Céu. A Igreja é realmente ridícula, não é? Todo a bravura que ele tinha para lutar pela sua pátria se transformou em uma crueldade extrema, um nível de sadismo que mesmo o vil mundo material veria poucas vezes em sua desafortunada história.
- É sim. E depois da morte dele? – Eu ouvia com interesse e espanto.
- Barron, como um demônio poderoso e insano levou Gilles ao Círculo do Sadismo, e lá viveram como dois torturadores por vários anos, depois se separaram, Gilles continuou lá e Barron foi para a Cidade dos Criminosos. Por pior que o espírito artificial fosse, ele tinha amizade e respeito pelo seu criador. O que aconteceu depois? Nem sei.

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