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sexta-feira, 23 de abril de 2010

Casa da Agonia


Esta história é baseada em fatos reais:

Casa da Agonia


Era um local onde a natureza se encontrava em paz, no parque da cidade de Brasília, dia 21 de Abril, durante o aniversário da cidade. Toda a população se reunia em um grande show na Explanada dos Ministérios, enquanto na parte verde do Parque da Cidade, apenas formigas e pássaros habitavam. Por entre as folhas escurecidas pelas sombras da noite, algumas caídas e secas no chão de terra negra de alta fertilidade, eucaliptos e pinheiros atípicos da região que bloqueavam a luz lunar, e competiam por cada raio de espaço. Pequenas trilhas de pedras feitas por mãos humanas guiavam a um pequeno banheiro no meio do parque artificial, vazio de pessoas, absolutamente abandonado e solitário. A casinha feita de madeira era da mais primitiva espécie de construção humana, naturalmente com uma entrada para homens e outra para mulheres, em seu interior, um fétido odor de dejeto poderia impregnar as narinas de qualquer um, que, sem escolha, ousasse entrar para contribuir com o mau cheiro, satisfazendo suas necessidades mais fundamentais. Mas havia outros odores naquele local, além do de excrementos e urina, algo penetrantes e perturbador, que apenas tornava a casinha mais desagradável.

Três adolescentes ousaram andar por aquelas bandas, duas meninas e um menino, respectivamente de 10, 15 e 16 anos, a mais nova era uma morena alta e bonita, a segunda uma negra baixa com espinhas e óculos, e o terceiro um branco muito baixo com cabelo grande e espinhas. Por algum motivo, andavam naquele local deserto, abandonado e perigoso depois de 8 horas da noite, quando a única iluminação disponível era alguns escassos raios da lua.

- Caralho, Betina, eu falei que a gente deveria ter ido embora mais cedo, agora a gente nem sabe como a gente sai desse lugar! – O menino gritou com a menorzinha, que gritou de volta, com todo o desaforo carregado na voz.

- Cala a boca, Paulo, olha ali, uma casinha, quer dizer que a gente está mais próximo da saída. – Apontou para a casinha com o dedo indicador, dali, já podia sentir um leve e desagradável odor, estavam a poucos metros, uns 15, mas dava para ver a precária construção, que ficava em uma pequena clareira entre os compridos eucaliptos, e por isso, era um pouco melhor iluminada pela luz da lua

- Eu não quero ir no banheiro, eu quero sair daqui, mas tá tão escuro que a gente mal vê onde anda.

- Mana, eu to com medo. – A mais nova podia ser alta, mas ainda sim era mais nova, já estava quase chorando, algo fácil de se perceber, mesmo no escuro, por causa da sua voz.

- Se acalme, Brenda, não precisa chorar, a gente já vai sair daqui, e de qualquer modo, tá tudo bem, no máximo a gente vai ficar um tempão aqui e não achar uma saída.

Foi como se uma grande sombra envolvesse a vista de cada um deles, um vazio de inconsciência imediata surgisse na forma de três dardos que foram lançados nos seus corpos, um por um, em um intervalo de tempo tão rápido que não pudesse ser evitado, e de modo que cada um desmaiasse, sobre o efeito de alguma poderosa droga, em menos de um segundo, era uma metralhadora não-fatal, como vindo de outro mundo, sutil e oculto na relativa escuridão da noite brasiliense.

Foram preparados três altares dentro da casinha, estava iluminado com luz de velas, exatamente nove velas, duas em cada lado e uma na frente de cada uma delas, as três vítimas estavam pregadas nuas à parede pelas mãos, pés, pernas e braços, eram pregos de 15 centímetros, gigantescos, havia um em cada mão, dois em cada braços, na região do antebraço, dois em cada perna, nas canelas, e um em cada pé, os corpos estavam em posição de crucificação, mas a cruz era a própria parede de madeira, que já apresentava vários pequenos buracos da mesma espessura dos pregos, todos vivos e quentes, foram pregados enquanto desmaiados, um trabalho minucioso e habilidoso feito por um profissional sádico, habilidoso e louco. O primeiro a despertar daquele estranho sono, e se encontrar em uma desesperadora dor física foi Brenda, que deu um grito quando percebeu a dor que sentia nos locais perfurados, por onde escorria certa quantidade de sangue, pequena por causa dos pregos bloqueando as perfurações feitas pelos mesmos. A menina viu, com lágrimas nos olhos, a perturbadora e inacreditável imagem de um garoto vestido de terno, usando uma máscara branca de comédia, o mesmo tipo usado pelos antigos gregos para representarem cenas de felicidade, risos e comédia, mas essa parecia ser feita da vinil, aquela pessoa, que era do mesmo tamanho da irmã mais velha, usava também uma calça social preta, era como uma criaturinha vinda direto do Inferno, uma antítese macabra de refinação e horror, não dava para ver seus olhos, e nem mesmo para saber se eram os pregos ou a sua presença que tornavam o momento tão assustador. Brenda sentia seu corpo tremer, e não conseguia falar nada, apenas gritar, gritou diversas vezes, mas não eram palavras que saíam, eram sons animalescos devido à toda a dor que sentia, além da sensação de ter seu corpo perfurado, ainda tinha o desprazer de encarar o mascarado, que a olhava fixamente com aquele sorriso cínico e artificial. E ela também o olhava fixamente, como se um fio conectasse seus olhos em uma linha definitivamente reta, tanto que a pobre menina nem percebeu que sua irmã e seu amigo estavam do seu lado, o odor vindo dos vasos do local também era infernal, mas naquele momento, era o menor dos incômodos.

- Senhorita, desculpe pela falta de educação, mas devo dizer-lhe que estás agora na minha casa, e que quero que se sintam à vontade, por isso tomei a liberdade de prendê-los, assim se sentirão confortavelmente posicionados para os eventos que aqui ocorrerão. – O mascarado tinha uma voz tranqüila, grave e fria, definitivamente não dava nem para imaginar que idade teria.

Brenda não respondeu, apenas continuou gritando, chorando, soltando suas lágrimas em pânico, era duro para uma criança de 10 anos ser crucificada em um banheiro abandonado cheio de bosta, foi nesse momento que ela virou seu olhar para a direita, e viu sua irmã, pendurada do mesmo modo que ela, ver a amada mana naquela situação foi pior do que toda a dor que já havia tido pelas perfurações, um vazio universal tomou conta de seu coração, junto com o mais profundo desespero, que fez com que a saída de lágrimas acelerasse tão rápido quanto uma bala de Uzi.

- É, seus amigos também foram pegos, e bem, a diversão só irá começar quando eles acordarem. – Não dava para ver sua expressão devido à máscara, colocava a mão no bolso para pegar alguma coisa, era um rolo bem grosso de duréx, a garota continuava gritando, ele se aproximou em poucos passos apressados, segurou firmemente a mandíbula da vítima, e colou com a fita, amarrada, ela não podia tirar, e apenas com a boca, não conseguia fazer nada, agora, além de toda a dor e medo que sentia, teria seus silenciosos gritos abafados. Ele fez o mesmo com os outros dois, com que teve uma facilidade bem maior, devido ao fato de estarem inconscientes, porém, Paulo acordou no momento que teve a boca lacrada, tentou um grito ao ver a bizarra máscara feliz na sua frente e ao sentir a lancinante dor uma crucificação, mas não deu em nada, porque simplesmente não havia como soltar som algum, o desespero era como uma enchente naquele momento, inundando seu corpo, seus vasos sanguíneos, e o mais profundo de sua alma.

- Agora só falta um. – O maníaco foi até Betina, ainda adormecida, e lhe deu dois tapas no rosto, sem nenhuma reação, ele ainda insistiu em sacudir sua cabeça diversas vezes, até que pôde se perceber algum sinal de vida quando ela lentamente abriu os olhos, aparentemente exausta, e como os outros, tentou dar um grito com as dores e a visão da máscara de seu sorridente torturador, e não conseguiu. O odor desagradável que não era de dejetos humanos se tornava cada mais perceptível, e pintava com maior medo, aquela quadro doentio feito pelo mascarado, que com um gesto de palmas demonstrou a cruel realidade:

O horror apenas começava.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Clube da Tortura


Aqui vai minha primeira postagem. Esse é um conto de "Horror Brasileiro" que fiz pra uma coletânea que foi cancelada antes do lançamento, o nome é auto-explicativo: Clube da Tortura.



Clube da Tortura







- Meu anjo, eu quero fazer isso mais cem vezes.
- Não, me deixa em paz.
- Só mais uma vez, que tal?
- Prefiro morrer, eu prefiro morrer.
- Como desejar.


Tadeu se preparava para ir para seu curso de Macromedia Flash MX, seria sua primeira aula, ele pretendia aprender a fazer animações em flash para fazer seu próprio site, ele não tinha o mínimo de talento com informática, mas em seus vinte anos, nunca havia desejado tanto realizar um projeto. Ele vestiu sua regata favorita e suas bermudas velhas e sujas, o jovem nunca havia sido vaidoso, às vezes chegava a ser desleixado, mas isso nunca o atrapalhou em nada. Saiu pelas ruas de Brasília, debaixo do sol infernal que fazia quase todos os dias, Tadeu era um rapaz baixo para sua idade, moreno escuro de olhos castanhos e cabelos da mesma cor, ele tinha bom coração, mas era ganancioso como um empresário estadunidense.
O trânsito estava ruim no dia, o que atrapalhava a caminhada de Tadeu, que morava a dois quarteirões do curso, mas tinha que atravessar uma rua muito movimentada que estava com semáforo quebrado, o que, às vezes, fazia com que demorasse até meia hora para conseguir atravessar a rua.
- Esse sinal quebrado é um inferno. – Tadeu estava bastante impaciente, estava esperando uma chance de atravessar a rua, fazia vinte minutos.
- Concordo contigo. – Uma garota da mesma idade de Tadeu concordou, ele não se lembrava de ter falado com ela.
- O idiota do governador não manda trocar essa porcaria, ontem vi no jornal pelo menos umas duas notícias sobre atropelamentos nesse sinal quebrado, mas também é fato que os meliantes que quebraram o sinal, também não são dignos de respeito. – O rapaz gostava bastante de assistir jornal, mas odiava as péssima notícias que eram apresentadas quase toda hora.
- É, uma das pessoas que morreram atropeladas ontem, foi minha irmã, por mim, eu prenderia esses políticos e motoristas incapazes pra cadeira, para apodrecerem para sempre, atrás das grades. – A garota olhava os carros passarem, sua voz era dura e severa, como se tivesse sido criada no fio de uma navalha.
- Eu seria hipócrita se eu dissesse “meus pêsames” ou “sinto muito”, mas é realmente irritante pensar que um idiota qualquer pode matar na rua e sair ileso. – Tadeu nem chegou a olhar para a pessoa com quem falava, ele era sincero, às vezes rude.
- Obrigada, gosto de sua sinceridade. Qual é seu nome? – A garota falou com um tom mais suave, como se estivesse satisfeita.
- Sou Tadeu, e você? – Ele olhou para ela, a sua parceira de conversa era uma menina muito bonita.
- Meu nome é Samantha, prazer em conhecê-lo, Tadeu. – Ela sorriu, olhando diretamente para o estudante.
- O prazer é todo meu. Mas caramba, esses carros nunca vão parar de passar? – Tadeu já estava cansado de esperar, parecia que todos os carros do Brasil decidiram passar em alta velocidade naquela rua.
- É, assim não vou chegar no meu curso a tempo, isso por que saí meia hora antecipada. – A garota voltou a usar o tom duro.
- Que curso você está fazendo?
- Macromedia Flash iniciante.
- Não é possível! Eu também!
- Tá brincando, né?
- Juro, tô querendo fazer um site. – Tadeu pareceu animado por ter conhecido uma de suas futuras colegas de curso.
Eles conversaram e fizeram planos entre si, até terem uma oportunidade de atravessar a rua, caminharam e conversaram até chegar no local do curso, uma lan house muito freqüentada. A aula já havia começado, Tadeu e Samantha se sentaram em dois lugares livres, a aula era dada em uma parte separada da Lan House, mas que, obviamente, como todas as outras, era cheia de computadores. O professor ainda estava explicando o funcionamento básico do programa, então os alunos atrasados não tiveram problemas para acompanhá-lo, durante a aula, chegaram outros quatro alunos atrasados, pelo jeito, não eram poucos os que estavam tendo problemas com horário. No final de uma hora e meia, a aula foi concluída, os alunos também deveriam fazer um trabalho para a aula seguinte, uma figura humana básica animada no flash.
- Até que eles não enrolaram, já aprendemos a usar todas as ferramentas de desenho e o princípio da animação. – Tadeu comentava com Samantha na saída da Lan House.
- Realmente, mas não é complicado de se aprender o básico, esses cursos só são realmente úteis na parte que complica.
- Já conhecia as bases? Aliás, onde você mora?
- Sim, eu conhecia. Pergunta pelo fato de que estamos andando juntos como se fossemos vizinhos? Eu moro naquele prédio, a dois quarteirões do Pátio Brasil. – Samantha apontou para um prédio de ótima aparência a dois quarteirões dos dois.
- Moro no mesmo prédio. Como nunca nos encontramos antes? – Tadeu estava impressionado com a coincidência.
- Deve ser por que eu estou sempre fora, raramente paro em casa, eu até vou dar uma voltinha agora. Quer ir comigo? – A garota tinha um olhar bastante persuasivo.
- Claro, meus pais me dão carta branca pra fazer qualquer coisa até as 10 da noite, como são 7 agora, posso ficar três horas livre.
- Tenho carta branca até às 19 de amanhã, meus pais sabem que sei me cuidar. Mas vamos logo, faz tempo que não conheço ninguém tão interessante. – Samantha saiu puxando Tadeu.
- Onde vamos? – Ele se deixou levar, estava sentindo uma sensação estranha dentro do peito.
- Pátio Brasil, podemos ver um filme juntos.
- Em que filme você pensa?
- Você verá. – Ela manteve o suspense.

Poucos minutos depois e os dois já estavam no andar de cinema do Pátio Brasil, na fila para comprar ingressos para assistir “Os Simpsons, o Filme”.
- Adoro os Simpsons. – O jovem disse, apesar de nunca ter tido paciência para assistir desenhos.
- É bem romântico também. – Samantha conseguiu causar um arrepio em seu amigo, apenas dizendo isso,
- Romântico?
- Sim, bom para começar um novo romance. – Ela piscou.
- Muito. – Tadeu iria falar mais, mas chegou a vez deles para comprar ingressos. Com ingressos em mãos, o casal foi direto à sala do filme, que começaria em 12 minutos. Eles se sentaram na última fileira, sem pipoca ou refrigerante, já que ambos não gostavam muito de comer.
- Escuro aqui, isso me excita. – Samantha sussurrou no ouvido de Tadeu, que sentia seu corpo inteiro se remexer.
- A mim também. – Ele passou a mão na perna de sua “amiga”, a garota fechou os olhos e beijou os lábios dele. Ficarem se beijando ali mesmo, no cinema. Claro que a mão boba de Tadeu passou por locais indevidos em Samantha, que também tinha mão boba. Ficaram assim até o filme começar, aparentemente ninguém tinha visto o que estavam fazendo, eles assistiram o filme, enquanto se tocavam por debaixo da roupa.
- Porco-aranha, piada perfeita. – Na saída ele ria muito, o que não costumava fazer, mas tanto o filme quanto as mãos bobas haviam sido perfeitos.
- Vamos em um lugar mais escuro, pra fazer algo mais divertido? – A garota o convidou.
- Claro, vamos. – Tadeu desejava Samantha por inteira, e aparentemente, não seria difícil.
- Me segue, não vou esperar. – Ela foi descendo as escadas, Tadeu foi com ela. Saíram do Shopping e acabaram em uma obra abandonada, onde apenas os dois estavam, isolado de qualquer local.
- Que local estranho. – Ele sabia que precisavam achar um lugar deserto, mas aquilo era demais. Tadeu também reparou que tinha um pote de mel no local.
- Feche os olhos, vou fazer uma surpresinha.
Tadeu fechou seus olhos, mas ficou inconsciente antes de abrir, sentiu uma pancada violenta na cabeça.

Quando acordou, estava amarrado em uma cadeira, nu, amordaçado e de frente para Samantha, que o olhava.
- Minhas fantasias sexuais são bastante estranhas, não acha? – Samantha estava segurando o pote de mel, já aberto.
“ Que merda de fantasia é essa? Ela só pode ser uma psicopata, estou acabado” O pensamento de Tadeu não era positivo, mas estranho seria se fosse.
- Você irá gritar de tanto prazer, espere para ver, meu amor. – Samantha começou a passar mel por todo o corpo dele, em alguns minutos, Tadeu ficou com o corpo todo cheio de mel. Só após ela terminar de passar o mel, ele reparou que havia um formigueiro perto da cadeira.
- Pode fala agora. – Ela tirou a mordaça do rapaz, que gritou um palavrão qualquer.
- Essas formigas, que merda de fantasia é essa, garota?
- Eu te amo tanto, que quero compartilhar minha dor com você. – Ela assistia as formigas subindo no corpo de Tadeu, aos poucos.
- Que dor, que raio de dor? Essas formigas vão me comer. Socorro! Socorro! – Ele gritava enquanto as formigas começam a morder sua perna, iam surgindo cada vez mais formigas do buraco no chão, pareciam famintas.
- Ninguém vai te ouvir, idiota. Seja bem vindo ao clube da tortura, o vídeo de hoje vai ser um sucesso. – A demente tirou uma câmera digital de sua bolsa de alça, que carregava sempre, e colocou para filmar a cena, começando com um close nas pernas que eram mastigadas pelas formigas.
- Clube da tortura? Que merda é essa? – Tadeu gritava ao falar, a dor era muito forte, e piorava, já que apareciam cada vez mais formigas, e subiam cada vez mais pelo seu corpo.
- Somos um grupo de amigos, capturamos vítimas e filmamos torturas, então compartilhamos nossas experiências em reuniões semanais, se um membro fica uma semana sem garantir um bom vídeo de tortura, ele acaba se tornando a vítima filmada. – Ela filmava como se filmasse “os primeiros passos do bebê”.
- Mas por que? Por que? – Tadeu já não conseguia nem falar direito, a dor o paralisava.
- Por que é nosso hobbie, além de ser bastante estimulante intelectualmente. Pense comigo, eu tive muito trabalho pra preparar isso, tive que deixa o mel, a cadeira e a corda preparadas aqui na obra, tive que arranjar um idiota, e convencer ele a vir comigo pra esse local de noite, quanto ninguém passaria por perto. Isso é viver, meu amor.
Tadeu não entendia por que ela havia dito que o amava.
- Sem falar, que com você, foi mais fácil, eu moro no mesmo prédio que você e tive a feliz sorte de estar indo pro mesmo curso que você, é como se Deus quisesse que tudo acabasse deste modo. – Foram as últimas palavras dela para o garoto.
Demorou 35 minutos para que as formigas matassem Tadeu, tudo havia sido filmado Após terminar de gravar, ela foi embora, embora as formigas continuassem se alimentando do corpo morto de Tadeu, não havia sentido filmar a tortura de um morto.
- Amanhã vão encontrar o corpo destroçado e vão investigar tudo, mas felizmente, até lá, já terei morrido também. – Samantha saiu do local, e foi para algum lugar deserto, procurar “diversão”.